песенно-текстовых тем псот [parte 1 - quilombola]


Культура и музыка     Quilombola angola, Pinoquio, Letras

песенно-текстовых тем псот [parte 1 - quilombola]

порция лирики pinoquio для тех кому за...падло.

п.с. desculpas если вдруг уже было

Andanças Peguei um gunga, um chapéu, uma navalha E saí por essa estrada, para ver mundo rodar Sou capoeira nascido de madrugada Sob uma lua rasa, Deus há de me acompanhar Eu fui pro norte, fui pro sul, pro centro-oeste Cruzei cabra-da-peste que tentou me arrastar Moro no mundo, discípulo da liberdade Respeito e humildade, foi o que eu trouxe de lá Mas sou guerreiro, não aceito cativeiro Rasteira e cabeçada em quem tentar subestimar Sou Quilombola Tenho aluno, tenho escola Eu saí foi sem demora, para um dia retornar Sou Quilombola Tenho aluno, tenho escola Por favor moça não chora, qualquer dia volto cá Sou Quilombola Tenho aluno, tenho escola Sou Quilombola Tenho aluno, tenho escola Fui barrado na Rússia, não me deixaram entrar Sou Quilombola Tenho aluno, tenho escola Ensinei foi no sereno, os meninos do lugar Sou Quilombola Tenho aluno, tenho escola Ensinei tocar pandeiro, atabaque e berimbau Sou Quilombola Tenho aluno, tenho escola Ensinei foi em Floripa, hoje ensino em Portugal. Sou Quilombola Tenho aluno, tenho escola Corridos: (domínio público) “Era hora grande quando eu cheguei na Bahia...” “Ô sabiá deixa a fruta amarelá...” “Pé dentro, pé fora...” “Andaruê chega pra matá, Andaruêêê...” Chavalo da Ribeira Sou moleque chavalo da Ribeira Com meu mestre eu aprendo Capoeira Eu pratico a arte a semana inteira Prá jogar aos domingos Capoeira No cais antigo da Ribeira Aprendo rasteira e cabeçada Equilíbrio na descida da ladeira Muita gente aprecia a brincadeira Que acontece aos domingos Capoeira No cais antigo da Ribeira É uma roda de integração Joga-se em cima, no meio e no chão Com respeito, malícia e tradição No cais antigo da Ribeira Joga gente de toda nação Inglês, francês e alemão Finlandês, português e afegão No cais antigo da Ribeira Corridos: (domínio público) “Sou Capoeira, eu sou da Ribeira...” M. Pinóquio “Toca o pandeiro...” “Subi pelo tronco, desci pelo galho...” “Dona Alice não me pegue...” “Berimbau, berimbau, berimbau...” “ ....” “Zum, zum , zum Besouro...” Ao Mestre com Carinho Mestre Pinóquio (d.p.adaptação) Na Capoeira Tem pandeiro e agogô Vou jogar com o mestre Pop Foi ele quem me ensinou Capoeira... Capoeira O meu mestre me ensinou A jogar Capoeira Meu mestre muito obrigado Pela luz que tu me “deu” Fundamento da mandinga Que muito me protegeu Capoeira... Capoeira O meu mestre me ensinou A jogar Capoeira Na Capoeira Tem Braulino e mestre Nô Tem Bandeira e Seu Corisco Alemão e Macaô Tem Sergipe e Píton Capoeiras de valor Capoeira... Capoeira O meu mestre me ensinou A jogar Capoeira Corridos (domínio público) “Meu berimbau foi meu mestre que deu...” “Sai, sai Catarina...” “Oi sim, sim, sim...” “Vim aqui buscar um pouquinho de dendê...” Devagar se Vai ao Longe Mestre Pinóquio Devagar se vai ao longe De perto se vê melhor Não corro sem ver o pêlo Sem saber que bicho é Sou filho de mandingueiro No que faço levo fé Malandragem na cabeça Trago veneno no pé Se você é capoeira Não importa quem você é Cante sua ladainha Me diga o que você quer Na roda Quilombola Tem forma pra qualquer pé. Camará Corridos: (domínio público) “Na hora da paz, na hora da dor...” “Chuva vai, chuva vem...” “Jogo de dentro, jogo de fora...” “Di iáiá, di iôiô...” “Pomba voou, pomba voou...” “Ginga de corpo derruba valente no chão...” O Mundo é Professor Mestre Pinóquio O Mundo é Professor Pra quem não foi na escola Pra quem não teve instrutor O negro lutou tanto, prá ter o seu valor Sistema covarde, vil e opressor Capoeira de outrora, o seu sangue derramou Enfrentando o sistema, encarando o feitor Mas nada mudou, a luta continua, escravidão não acabou Não podendo nos matar, tentar desorganizar Falsas oportunidades, prá nos fazer calar Adotando a Capoeira, pra nos manipular CREF e CONFEF, que se ponham em seu lugar Na roda de Capoeira, deixe quem sabe ensinar Se vocês não nos ajudam, não venham atrapalhar Diante de tudo isso, eu não posso me calar É muito desrespeito coma cultura popular Tem que ter os velhos mestres carteira pra ensinar. Camará Corridos: (domínio público) “Cala a boca moleque...” “O facão cortou embaixo...” “Tabaréu que vem do sertão...” “Quem não sabe andar...” “Manduca da praia...” Tamanduá Mestre Pinóquio Tamanduá bicho valente Anda pelo chão Coma sua língua grande Pra comer na correção. A lua clareia a noite O sol clareia o dia Não fale da vida alheia Coisa sem sabedoria. Sou raiz da mesma planta Sou casca do mesmo pau Já jogava Capoeira Vosmecê usava fralda. Mas na vida tudo passa Passa o tempo, passa o vento Todo mundo vai passar Só não passa sua língua Que um dia vai lhe enforcar. Camará Corridos: (domínio público) “Até você, minha comadre...” “A canoa virou marinheiro...” “Quem tem roupa no quarador...” “É de bamba, é de bamba...” “Eu via a cotia, com côco no dente...” “Santa Maria mãe de Deus...” “Se a maré vazar, eu vou pra lá...”